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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

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O que é dependência química

Embora exista uma diversidade de conceituações de dependência química, todas elas são unânimes ao afirmar que a dependência é considerada uma relação alterada entre o indivíduo e seu modo de consumir uma determinada substância.

 

A dependência química é uma doença crônica, caracterizada por comportamentos impulsivos e recorrentes de utilização de uma determinada substância para obter a sensação de bem estar e de prazer, aliviando sensações desconfortáveis como ansiedade, tensões, medos, entre outras.

A tolerância é o primeiro critério relacionado à dependência. Tolerância é a necessidade de crescentes quantidades da substância para se atingir o efeito desejado ou, quando não se aumenta a dose, é entendida também como um efeito acentuadamente diminuído com o uso continuado da mesma quantidade da substância. O grau em que a tolerância se desenvolve varia imensamente
entre as substâncias.


Existe um padrão de uso repetido da substância que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico de Dependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias. Os sintomas de dependência são similares entre as várias substâncias, variando na quantidade e gravidade de tais sintomas entre uma
e outra droga. Os sintomas psíquicos e sociais decorrentes da dependência do fumo, por exemplo, são absolutamente menores do que aqueles da dependência ao álcool.

 

Chama-se "fissura" o forte impulso subjetivo ou compulsão incontrolável para usar a substância. Embora não seja especificamente relacionada como um critério, a “fissura” tende a ser experimentada pela maioria dos indivíduos com Dependência de Substância (se não por todos). A dependência é definida como um agrupamento de três ou mais dos sintomas relacionados adiante, correndo a qualquer momento, no mesmo período de 12 meses.

 

Os indivíduos com uso pesado de opióides e estimulantes podem desenvolver níveis gravíssimos de tolerância, por exemplo, como se necessitasse dez vezes mais quantidade depois de algum tempo. Frequentemente, essas dosagens da tolerância seriam letais para uma pessoa não usuária.

 

Muitos fumantes consomem mais de 20 cigarros por dia, uma quantidade que teria produzido sintomas de toxicidade para uma pessoa que está começando a fumar. Os indivíduos com uso pesado de maconha em geral não têm consciência de que desenvolveram tolerância, embora esta tenha sido largamente demonstrada em estudos com animais e em alguns indivíduos. A tolerância pode ser difícil de determinar com base apenas na história oferecida pela pessoa, porém, os testes laboratoriais acabam mostrando altos níveis sangüíneos

daquela substância, juntamente com poucas evidências de intoxicação, o que sugere fortemente uma provável tolerância. 

 

Segundos os critérios diagnósticos do DSM-IV 5, a Dependência de Substância se

apresenta sob os seguintes sintomas:

Um padrão mal-adaptativo de uso de substância, causando prejuízos ou sofrimento clinicamente significativos, demonstrados por pelo menos três dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:

1. Tolerância, definida por qualquer um dos aspectos:

a. necessidade progressiva de maiores quantidades da substância pra atingir o efeito desejado;

b. significativa diminuição do efeito após o uso continuado da mesma quantidade dasubstância. 

2. Abstinência, manifestada por qualquer um dos seguintes aspectos:

a. presença de sintomas e sinais fisiológicos e cognitivos desconfortáveis após a interrupção

do uso da substância ou diminuição da quantidade consumida usualmente;

b. consumo da mesma substância ou outra similar a fim de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência. 

3. Utilização da substância em quantidades maiores ou por um período maior do que o inicialmente desejado. 

4. O indivíduo expressa o desejo de reduzir ou controlar o consumo e a quantidade da substância ou apresenta tentativas nesse sentido, porém mal-sucedidas. 

5. Boa parte do tempo do indivíduo é gasto na busca e obtenção da substância, na sua utilização ou na recuperação de seus efeitos. 

6. O repertório de comportamentos do indivíduo, como atividades sociais, ocupacionais ou de lazer do indivíduo encontra-se extremamente limitado em virtude do uso da substância. 

7. Embora o indivíduo se mostre consciente dos problemas ocasionados, mantidos ou exacerbados pela substância.

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